A pressão de Trump sobre estudantes e universidades
Uma estudante turca que faz doutorado na universidade de Tufts, nos Estados Unidos, foi presa por agentes de imigração na região de Boston. Rumeysa Ozturk foi abordada por homens à paisana, alguns deles mascarados, e levada em um carro, nesta quinta-feira (27). No ano passado, a jovem escreveu um artigo de opinião em que pedia que a universidade cortasse laços com Israel. A prisão de Rumeysa não é única entre estudantes de outros países neste segundo mandato de Donald Trump. No início de março, Mahmoud Khalil, palestino que cursa pós-graduação da Universidade de Columbia, também foi preso — ele teve papel de destaque nos protestos pró-palestinos no ano passado. Segundo Trump, mais prisões estão por vir. Para discutir o contexto autoritário da política dos Estados Unidos que tem aberto brecha para esse tipo de situação, Natuza Nery entrevista Marcelo Lins, comentarista da GloboNews e apresentador do GloboNews Internacional. Para Lins, essa é uma guerra "contra a crítica, contra o questionamento". "Esses ataques têm a ver com outras frentes de batalha nessa guerra que Trump está promovendo, seja ela no comércio internacional, que ele troca negociação pela chantagem das tarifas, seja na guerra com o judiciário". Depois, Natuza conversa com Lilia Schwarcz , direto dos Estados Unidos, onde ela leciona na Universidade de Princeton. A historiadora e antropóloga, que também é professora da USP, fala do clima em algumas instituições de ensino e de relatos de professores que precisaram tirar palavras como diversidade, inclusão, gênero e sustentabilidade, por exemplo, de programas. "Isso já significa uma forma de atuar muito própria do governo Trump, que é a coerção. É uma política de medo, de amedrontamento."